faz um pouco mais de um mês que retornei ao Brasil... uma mistura de sensações: a felicidade de rever quem amo, o carinho do lar, a recepção dos amigos... mas também a noção de q é provável q a maioria daqueles q conheci tenha se tornado mais e mais uma memória de 6 meses. não importa o tão pouco tempo, foram experiências e pessoas incríveis q levarei para sempre e agora, passado o corre-corre dos preparativos da formatura e a deprê do pós, posso dizer isso aqui. espero nos vermos em breve, sei q nem tão breve quanto o tempo q estive fora (mtas vezes pareceu longo demais pela saudade do coração q ficou no Brasil), mas breve para a amizade eterna.
Percepções:diário de bordo intercambista
terça-feira, 8 de março de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Espanha, última viagem...
E pra fechar bem o roteiro turístico do velho mundo, demos um pulinho na Espanha, onde conhecemos Barcelona e a capital, Madri.
Barcelona: não tinha como não se encantar com a cidade planejada e linda, ainda mais contando com as singulares obras do arquiteto catalão Gaudi, um gênio da inserção da natureza na arquitetura e muito mais além disso que só tem como sentir vendo de perto... Amei!!! só queria ter estado mais tempo lá.. promete volta =)
domingo, 30 de janeiro de 2011
Roma, ti voglio!!
Roma foi uma cidade sensacional... passado presente nas ruas, mesclando-se ao cotidiano contemporâneo das pessoas. Grande banho de cultura e lembranças de algo não vivido mas que está nas origens de grande parte da civilização. Não sei exatamente o que tanto me encantou, mas, ainda que a cidade tenha lá seus problemas (ok..o metrô é péssimo, mas pra que eles qd se pode andar a pé e sentir td à sua volta; ok2..quase fui atropelada "n" vezes pelas inúmeras motos; ok3 achei as coisas meio caras), me apaixonei pelo seu clima, o que se sente estando nela, pelo menos o que eu senti. De verdade que eu moraria lá durante um tempo, e com certeza quero voltar um dia!!! Chuchu, pra frente com o projeto de aprender italiano esse período hein =p
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Mais uma do SEF!!!
Não tinha postado todo o meu drama com o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), mas eis o resumo e o final dos capítulos:
1. Pra começar, tudo começa errado a partir do momento em que um estudante que vem pra ficar no mínimo 6 meses comprovados por documento oficial da universidade daqui recebe um visto de 4 meses - falta de noção sem motivo!!! o q dá mais trabalho pra ambos os lados e um milhão de pessoas marcadas pra uma mesma hora e perdendo um dia pra resolver sua situação legal no país.
2. Agora meu drama: enquanto todos do Brasil com quem tive contato aqui receberam o cartão de residente (como se fosse a renovação do visto, outro erro q deixarei entre parenteses mesmo) em 1 ou 2 semanas no máximo, com 2 meses o meu ainda não tinha sido emitido e após "n" ligações buscando o motivo desse fato sem respostas plausiveis (recebi algumas como: "é de santo!", "pq vc quer ficar legal aqui?!", "não tem motivo, é assim q funciona", "a senhora não precisava fazer esse cartão, só a renovação"), resolvi ir viajar na cara e coragem mesmo com meu visto vencido. Por reza brava da minha mãe acredito eu, nem me pediram nada de visto. Regressei a Lisboa tendo minha terceira entrada em Portugal (o visto permite duas). Mas como sou uma pessoa correta, estava marcada mais uma vez para retornar ao SEF para ver o q se passava de errado, uma vez que por telefone não adiantou e ir la sem marcar também não fez com que me dessem qualquer tipo de informação. Voltando de viagem e tendo passado a tensão, foi o q fiz.
3. O fim do capítulo: perdendo dessa vez mais uma manhã no SEF, eis que descubro o "x" da questão... simplesmente o funcionário para quem eu paguei o cartão no mesmo dia q entrei com o pedido do mesmo (20 de outubro pra constar) simplesmente não deu baixa do meu pagamento no sistema, onde constava até hoje que eu não o havia pago. aham cláudia, senta lá ne!!! Comprovei q o tinha feito com meu recibo e ficaram de me mandar agora o cartão, q deve chegar até no máximo 3 semanas, segundo eles. Agora me pergunto: a). Pra que quero esse cartão sendo que daqui a 3 semanas já estarei no Brasil? b). O q teria acontecido comigo se não tivesse a sorte q tive nas viagens por conta da ineficiência banal de um funcionário? c). Por que simplesmente não me informaram pelo telefone que no sistema constava que eu não tinha pago o cartão, pois assim era só levar até la o recibo?! d). O q deve ser feito com um funcionário q comete esse erro?
Não vou reclamar mais por que deu td certo no final, mas poderia num ter dado e a culpa não seria minha... de qualquer forma, foda q estive grande parte tensa nesses últimos meses por conta disso, criei rugas de preocupação e simplesmente eis a resposta pra tudo: nada vai acontecer diante disso!!!
Portugal merece ou não merece q eu publique de novo a imagem abaixo hein?!? aiai
Paris.Amsterdam.Londres
Depois de algum tempo sem postar, vim relatar um pouco das minhas viagens pelo velho continente (exatamente por elas andei meio sem tempo pra isso, e também pelo fim de período aqui na UTL). Bom, Martha chegou aqui e já fomos pra nossa viagem de fim de ano, a primeira =)
Animada para conhecer os lugares, tinha apostado minhas fichas na famosa cidade da luz, Paris. Mas foi Londres a que mais me surpreendeu e encantou!!! eis um resumo de minhas impressões sobre cada uma delas:
PARIS: seus pontos turísticos realmente são maravilhosos e renderam boas fotos. A cidade é realmente iluminada à noite, ainda mais no Natal...fica lindo o Champs Elysées. No entanto, muito me decepcionou como um todo enquanto cidade: grandes regiões de subúrbio; metrôs fedendo a mijo, pixados, feios e sem acessibilidade alguma (um milhão de escadas); ratos pelas ruas, lanchonetes e mercados; muito caro o custo de vida!! Assim, não consegui mesmo curtir a cidade enquanto tal, somente suas obras de destaque como pontos jogados na paisagem - o Louvre é realmente fantástico, gastei um dia inteiro lá; sem falar no Parc La Villette, minha paixão desde sempre, e também a região de Montmartre.
AMSTERDAM: cidade diferenciada das demais européias, com uma arquitetura bem escura e interessante. Realmente as bicicletas dominam o trânsito - mesmo no frio são bastante utilizadas e existem pistas e sinalização específicas pra elas, o que é muito bom!!! (apesar de eu não saber andar de bicicleta ne..) Os museus lá são bem diferentes também daqueles com os quais estamos acostumados: visitamos, dentre outros, o museu do sexo e o heineken experience (eh, da cerveja mesmo, mto bom o/). Fora também que lá realmente tudo é liberado, mesmo nas ruas!!! Cultura bem específica... mas o que se vê por conta disso é grande parte dos turistas indo só por ondinha, é o que atrai a grande massa.
LONDRES: cidade da qual eu não esperava muito pelo seu tempo quase sempre fechado e cinza, mas que não fez a mínima diferença perto do que o lugar é... sensacional!!! Na minha opinião, conjunto de cidade melhor das três visitadas, bem organizada, limpa e linda!!! Andar pelas ruas e não ver nada feio, nada que incomodasse, essa foi a sensação de Londres, fora a cultura total urbana. Camden Town foi um dos lugares não tão famosos mas que valeu a pena, onde pudemos ver vivenciar por um dia esse mix de linguagens de rua e ainda curtir os famosos pub londrinos ^^ Merece um retorno, com certeza =) Ps. Não tive problema algum na alfândega pra entrar em Londres (e olha q ainda entrei duas vezes), nem me pediram quase nada, só o endereço de onde eu iria ficar hospedada. show!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Marrakech, experiência incrível
Não sabia o que esperar de uma cidade de cultura total nova para mim, mas com certeza Marrakech foi além das expectativas no quesito surpresa... o lance de que somente a experiência no lugar permite sua percepção é totalmente aplicável e se confirma aqui.
Apesar do primeiro dia de chuva e dos poucos dias na cidade marroquina, se perder por seus labirintos foi talvez melhor do que achar o que procurávamos. Posso dizer que de certa forma experimentamos o urbano local, onde perder-se por sinal foi a lei. Não fomos ao deserto também, mas a cada beco, uma surpresa, uma nova visada. Mesmo com mapa, a medina (parte histórica da cidade cercada por muros) é totalmente labiríntica e de difícil localização, com um misto de gente, comércio, serpentes, macaco, moto, carro, bicicleta, comércio, tudo nas ruazinhas de no máximo 2m de largura. As construções, tanto as antigas como as recentes, são fascinantes, e ainda hoje as contemporâneas mantêm o caráter local em seus elementos arquitetônicos. Existem lindos jardins pela cidade, principalmente com rosas, acredito que pela falta de vegetação natural, é dada grande importância a eles.
Bom, acho que poderia escrever aqui muitas coisas experienciadas lá, tanto em aspectos gerais como em casos específicos, mas ficaria um dia para conseguir passar tudo e ainda assim seria difícil a visualização real da coisa. Como tudo é muito diferente daqui da Europa e também do Brasil, algumas coisas de início assustam, inibem... estive tensa lá com detalhes que não eram tão esperados, mas no fim isso é o de menos e o que fica mesmo é a boa impressão da experiência. (os detalhes, bons ou ruins, anotei aqui no meu bloco como dicas pra quem for ainda lá, e eu aconselho!!! vale a pena =)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Trienal de Arquitetura Lisboa. parte 1
Há alguns dias visitamos uma das exposições da trienal de arquitetura que está acontecendo aqui em Lisboa até janeiro. O tema desse ano é "Falemos de casa" e a mostra está espalhada por diversos museus da cidade. A parte da qual comentarei agora está no Museu de Arte Moderna e Contemporânea Coleção Berardo.
A trienal faz uma abertura aos diversos campos do saber que atravessam a questão do habitar, uma vez que pensar a casa traz a reflexão sobre a habitação do mundo contemporâneo. Aparecem opiniões desde os que pensam esse habitar e projetam as casas, até aqueles que as habitam. São debatidas soluções encontradas em diversas regiões do globo, entre a dimensão utópica da herança moderna dos Smithsons (1956) com aquilo que seria "a casa do futuro" e do SAAL - Serviço de Apoio Ambulatório Local (1976) , e a contemporaneidade, na qual diversas práticas se constroem e se definem.
A instalação "Casas para o povo" discorre mais especificamente do SAAL, movimento lançado após a Revolução por um grupo de arquitetos que respondia à luta de rua dos moradores pobres. Nesta época, defendeu-se que a classe baixa também tem direito ao centro histórico, onde o velho e o novo coexistem e onde toda a infraestrutura da cidade já está consolidada. No SAAL, os arquitetos se organizaram em brigadas técnicas que trabalhavam por zonas, de forma a apressar a construção, projetando e construindo em terrenos já disponíveis, sem necessidade de processos de expropriação, sempre lentos. Foi então uma proposta alternativa, utópica, uma nova reflexão sobre a cidade que de certa forma respondia ao movimento popular.
Além das demais abordagens da trienal dentro da Coleção Berardo, o Brasil aparece juntamente com a África e Lisboa. Fazendo um paralelismo entre Recife, Luanda e Maputo, a exposição divide-se em 3 partes: a cidade informal/real (as favelas), a cidade formal/sitiada (os condominíos fechados, apresentados aqui como "a miséria arquitetônica e social") e a cidade moderna (mostra a riqueza das propostas modernas hoje ameaçadas pelas novas regras do capitalismo mundial que a pretendem substituir, numa lógica que despreza a sua complexidade tipológica e histórica, deixando-a degradar).
Enfim, interessante de qualquer modo a percepção de uma mostra arquitetônica fora do meu país de origem, embora eu concorde e discorde de algumas "idéias" trazidas. De qualquer forma, essa foi ainda uma parte da trienal, sendo um aspecto positivo a meu ver ela estar espalhada pela cidade, pois de certa forma leva aos interessados se integrarem e vivenciarem mais Lisboa, no percurso até cada instalação.
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