31.08.2010
Chegamos bem em Portugal e no horário programado. A viagem foi boa, apesar de cansativa pelo fato de as poltronas não reclinarem e por isso não termos conseguido dormir direito. No entanto, as refeições foram ótimas e bem servidas, tanto o jantar (salada tabule, penne com molho branco+vermelho+legumes, pães, sobremesa rocambole e vinho) como o café da manhã (ovos mexidos, pães com manteiga/geléia, mamão, muffin de laranja, suco e café). Além disso, em cada poltrona tinha uma tela na qual podíamos ver filmes, ouvir música, jogar, acessar informações, enfim, algumas opções de distração – bem legal essa parte, pra mim uma novidade. Já no aeroporto de Lisboa, passamos na alfândega para sermos liberadas – fila bem grandinha que fez levarmos 1h nesse processo. O amigo do Pedro estava a nos esperar, o que ajudou muito na nossa chegada. Ele nos deixou no albergue, mas só podemos entrar às 15h, então aproveitamos para dar uma andada e conhecer alguns lugares aqui no centro.
Primeiro fomos à Praça Marques de Pombal e próxima a ela, no Parque Eduardo VII (o do jardim francês). Descansamos no local para em seguida, com a ajuda do mapa sempre, irmos ao Museu Calouste Gulbenkian, construção modernista onde pudemos observar diversas salas da exposição, desde a Arte Egípcia, Antiguidade Clássica, Culturas Orientais e Européia de várias épocas até obras mais recentes do designer de jóias (artista) René Lalique. Tendo feitos esses passeios, fomos almoçar e deu a hora de podermos finalmente entrar no albergue, onde dormimos até bem à noite.
À noite fomos jantar e em seguida conhecemos no albergue algumas pessoas que nos levaram a uma festa no Bairro Alto, famoso aqui por seus bares e vidas noturnas – nos pareceu bem semelhante à Lapa, física e estruturalmente, com a galera bebendo nas ruas com edificações mais antigas.
Algumas observações de hoje: 1. Os preços aqui são semelhantes aos do Brasil, com a diferença de que pagamos mais somente pelo fato do valor da moeda ser maior. 2. O trânsito pareceu bem tranqüilo, acredito que pela eficiência do transporte público – hoje já vimos os carris (ônibus) e são bem estruturados, além das várias estações de metro que observamos. 3. O tempo aqui no verão, estação em que estamos, é bem quente – nos falaram que ontem fez 42 graus. 4. Os portugueses são realmente bem educados e a maioria foi bem solicito ao tirar nossas dúvidas. 5. O gosto da comida é um pouco diferente, mas tem semelhanças com a do Brasil – aqui existe sim salada de folhas, suco de laranja e feijão. 6. O albergue é bem tranqüilo de ficar, estivemos em um quarto com americanas e espanholas. 7. Pode-se beber água das torneiras. 8. Para depilar, nem é caro como pensado: virinha “cavada” 8 euros. 9. A cerveja é boa e o melhor de sair que já nos falaram é que não se paga para entrar nas boates, ou é consumação ou se paga apenas o consumido (preço das bebidas semelhante ao do Brasil). 10. Vinho aqui é realmente muito barato; no shopping, vimos um lugar no qual o copo de vinho custava apenas 1 euro.
01.09.2010
Acordamos cedo com leve ressaca e tomamos o café da manhã incluído na diária para podermos resolver o alojamento. O processo foi bem simples, mas infelizmente a Babi não poderá morar comigo. Subimos a pé para a Faculdade de Arquitetura, localizada em um bairro meio feio, acredito que um pouco mais pobre da cidade, mas a faculdade em si me pareceu agradável. Fomos bem recebidas, porém a matrícula e demais procedimentos só nos serão passados dia 13, sendo que as aulas começam dia 20set. Descemos de carril para o centro e cheguei a passar mal por termos demorado um pouco a comer, mas assim que almoçamos melhorei. Estivemos na região central antiga, onde se concentram diversos monumentos históricos e de onde se pode ver o Rio Tejo (esqueci a câmera, mas com certeza voltaremos lá para ver tudo com calma). Fizemos algumas compras básicas para uso aqui: um mapa, adaptador de tomada universal, chip TMN para ligações aqui com o qual falamos sem pagar impulso para quem possui o mesmo sistema “moche” e um aparelho simples que custou 25euros para eu poder manter o chip Oi do Brasil no celular que trouxe. Do centro antigo viemos andando para o albergue, onde descansamos. Como a Babi não vai morar comigo, amanhã pretendo ficar ainda no albergue para ajudá-la a encontrar moradia – pegamos alguns contatos na UTL e no jornal.
06.09.2010
07.09.2010
Uma das moças que divide o quarto comigo chegou, ela é do Porto, bem simpática. Finalmente arrumei todas minhas coisas, tirei tudo da mala e coloquei até umas fotos visíveis aqui. Ainda não sei como usar as máquinas de lavar roupas, mas em breve verei como faz (o engraçado é que aqui no alojamento não existem varais, as roupas são secas também em uma máquina). Hoje o dia está nublado, garoando... Fico pensando se o frio já está chegando, tomara que não. Pelo menos fomos à praia dois dias. Lembrei de algumas expressões engraçadas aqui: “miúdo grande” = tipo criança grande, um pré-adolescente para nós; “pica no cu” = injeção (picada) na bunda (é comum se referia à bunda como rabo ou cu – credo); rapariga= mulher; puto= menino (mas putA é considerado um dos piores xingamentos aqui). No fim de semana, eu e Babi devemos ir à Fátima dividindo gasolina com o casal com o qual ela está morando em Cascais – eles são brasileiros, mas moram aqui há quase 10 anos, são bem legais.
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